sábado, 27 de agosto de 2011

Governo e ambientalistas começam a elaborar plano para a preservação da biodiversidade

O Brasil quer estabelecer metas de conservação do meio ambiente e do uso sustentável da biodiversidade para atender aos compromissos assumidos na 10ª Conferência das Partes (COP-10), realizada no ano passado em Nagoia (Japão) com a participação de 193 países.

Governo e ambientalistas fizeram até esta quinta-feira (4), em Brasília, a primeira reunião com o meio empresarial para estabelecer uma estratégia brasileira de biodiversidade até 2020.

A COP-10 determina que os países devem elaborar planos estratégicos nacionais para esta década, calculando o valor da biodiversidade nas contas públicas. A ideia é ter um indicador para medir os benefícios e prejuízos financeiros causados pelo impacto de uma atividade econômica no meio ambiente.

Segundo Cláudio Maretti, do WWF-Brasil, para proteger todas as florestas do planeta a estimativa é de custo global de US$ 40 bilhões ao ano. Entretanto, a perda financeira pelo desmatamento pode custar até 100 vezes mais, considerando, por exemplo, a extinção de fontes de matéria-prima, a diminuição de recursos hídricos e os efeitos climáticos (que ocasionam, por exemplo, grandes prejuízos com as inundações de cidades).

Maretti avalia que há empresários de diferentes setores (inclusive do agronegócio) “entendendo que a biodiversidade é parte do negócio” e que o meio ambiente deve ser tratado como “capital natural”. Essa postura rompe com a visão tradicionalista de que é inevitável a destruição ambiental para que haja desenvolvimento.

Para o secretário-executivo do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, a crise econômica mundial de 2008 “reintroduziu o crescimento predatório”, o que pode ser um risco para a biodiversidade do planeta.

“Nenhum país renuncia ao seu potencial de crescimento, mas para que a gente possa aproveitar esse potencial, precisamos conhecer antes de destruir e gerar danos irreversíveis”, disse Gaetani que avalia que o Brasil pode ser protagonista na defesa da agenda ambiental. “O país é G1 em biodiversidade”, lembra referindo-se à extensão territorial e diversidade de biomas.

Em junho do ano que vem, o Brasil sediará a conferência Rio+20 que deverá ter como temas a transição para a chamada economia verde, com baixos níveis de poluição, tendo em vista o crescimento sustentável e o foco na diminuição da pobreza. A discussão das estratégicas, de acordo com a COP-10, prepara o país para coordenar a conferência no Rio. “Temos que discutir na Rio +20 quais são os procedimentos adotados por todos”, defende Maretti.

Além dos empresários, o governo e os ambientalistas farão reuniões nos próximos meses com a sociedade civil; com o meio acadêmico; com os povos indígenas e comunidades locais; além das representações dos três níveis de organização da Federação (municípios, estados e União).

Fonte: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5772

Eucalipto vira fonte de corante natural

Extrair corantes naturais a partir de madeiras, com finalidade para o tingimento têxtil.

É o que a pesquisadora, aluna de engenharia florestal da Esalq/Usp, Ticiane Rossi, desenvolveu para sua pesquisa de mestrado. Ela conseguiu identificar a produção de óleo essencial de folhas de eucalipto, uma fonte potencial para obtenção de corantes.

“Atualmente, os corantes naturais vêm ganhando maior interesse da sociedade, fazendo crescer um novo nicho de mercado, que valoriza produtos que representam menores danos à saúde humana e ao meio ambiente”, comenta a engenheira florestal. O Brasil é um dos principais produtores mundiais de óleo de folhas de eucalipto. A pesquisa foi desenvolvida para avaliar o potencial desse extrato como corante natural, para o tingimento de tecidos de algodão.

“Na indústria de destilação, para a obtenção de óleo essencial de eucalipto, usamos folhas e galhos de eucalipto, colocando o material em uma dorna com pressão de vapor para se extrair. Durante esse processo, ocorre a fermentação de uma parte das folhas, gerando um extrato aquoso residual”, explica a autora da pesquisa. Foi a partir desse extrato que se chegou ao corante, que, devidamente beneficiado, pode resultar em várias nuances de cor. “Por ser um corante natural, ele tinge a celulose, que, em geral, é difícil de ser tingida. Ele é bastante estável, o que é muito raro em corantes naturais, que era nosso maior desafio. Eu não esperava que isso acontecesse. Descobri não só que o corante dava resultado, mas que ele era de ótima qualidade!”, destaca Ticiane.

Patente

Os resultados do projeto incentivaram os pesquisadores do grupo capitaneado pelo professor Brito e executivos da Stenville, a registrarem o pedido de patente junto à Agência USP de Inovação.

Em 2002, com orientação do professor José Otávio Brito, do Departamento de Ciências Florestais (LCF), Ticiane Rossi desenvolveu trabalho de iniciação científica junto ao Grupo de Bioenergia e Bioprodutos de Base Florestal dos Laboratórios Integrados de Química, Celulose e Energia (LQCE). Depois de formada, Ticiane trabalhou com a extração de corantes de plantas e, em 2008, retornou para a Esalq visando aprofundar seus estudos no mestrado em Recursos Florestais.

Fonte: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5770

Florestas são capazes de absorver mais carbono do que se imaginava

Mais um estudo demonstrando o grande valor das florestas (em pé) foi publicado recentemente na revista Science.

Mais um estudo demonstrando o grande valor das florestas (em pé) foi publicado recentemente na revista Science. De acordo com ele, as florestas mundiais absorvem anualmente 1,1 bilhão de toneladas de carbono, o equivalente a 13% de todas as emissões ocasionadas pela queima de combustíveis fósseis.

A quantidade de carbono absorvida pelas florestas é maior do que se suspeitava antes e valeria bilhões e bilhões de euros por ano (e quem dirá reais), se a mesma quantidade tivesse que ser eliminada por estratégias de redução de emissões ou no próprio mercado de carbono europeu, segundo o co-autor Josep Canadell.

Mas, ao mesmo tempo que as florestas guardam mais carbono do que se costumava pensar, o desmatamento em certas partes do mundo, principalmente na Indonésia e no Brasil, gera muito mais carbono por ano, o que corresponde a mais de 25% de todas as emissões de gases causadores do efeito estufa gerados por atividade humana. Os valores estimados previamente costumavam ficar entre 12-20%.

Para compensar os efeitos do desmatamento, há também a regeneração das florestas. Apenas as florestas tropicais são responsáveis pela absorção média de 1,6 bilhões de toneladas de carbono por ano, por meio da regeneração.

As contas são muito complicadas e toda essa absorção, emissão, reabsorção é um pouco confusa, mas em suma, o estudo fala que as florestas têm maior capacidade de absorver carbono do que nós pensávamos, como também irão produzir mais emissões se nós as derrubarmos, então a melhor opção continua sendo a de mantê-las em pé.

Fonte: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5776

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Estágio Obrigatório

Não sei se é do conhecimento de todos os acadêmicos dessa unidade que os estágios obrigatórios a partir do 5º período foram extintos, para os alunos da grade de 2009 até os dias atuais. Tal fato se deu pela alteração da grade, onde a nova reza que temos o 10º período para a realização desse.

Como se não bastasse as nossas deficientes, limitações, carências e necessidades não atendidas; ainda temos que nos deparar com mais esse empecilho.

Essa alteração não determina o fim dos estágios, ela apenas não permite com que façamos estágios obrigatórios, nos restando do 1º ao 9º períodos a realização apenas dos estágios complementares.

A problemática dos estágios complementares vem da dificuldade de arrumá-los, pela burocracia ao concedê-los. Ao se realizar estágios complementares, pela lei de estágio, existe a necessidade de remuneração. Isso seria um grande feito a nós, mas quando nos deparamos com a facilidade de conceder estágios sem remuneração (estágios obrigatórios), vemos o quão difícil ficou nossas vidas.

Penso que não é interessante para uma empresa remunerar um acadêmico na realização de um estágio por apenas um mês (por exemplo, Julho), ensinando toda a rotina e tarefas, e logo em seguida, pelo curto tempo de estágio, não usufruir dos ensinamentos. Isso seria uma contribuição apenas unilateral (a empresa concederia e o estagiário não contribuiria), e o certo é a troca, a bilateridade da relação.


Mas nessa quinta-feira dia 25 de agosto de 2011, tivemos o posicionamento derradeiro da Gerente de Graduação, nos dizendo da real e possível possibilidade de realização de Estágios Obrigatórios antes do Ultimo periodo; e agora, a partir da segunda metade do curso; conforme projeto pedagógico.

Com essa possivel vitória, buscamos facilitar a vida acadêmica de nossos estagiários na busca de tais atividades, já que estamos dependente de autorizações da própria Unidade Universitária de Ipameri, bem como do Conselho Acadêmico.

Procurem mais informações, façamos valer nossos direitos.

Cleiton Oliveira

NEA - Núcleo de Estudos Ambientais

Reiniciou-se nessa quarta-feira 24 de agosto de 2011, as atividades do Núcleo de Estudos Ambientais.

Nesse primeiro encontro tivemos um debate sobre "A História das Florestas", com posicionamentos diversificados, o que promoveu uma ampla discussão, e, consequentemente criação de novas ideologias e também de novas dúvidas. Com essas interrogativas, procuramos deixar os membros na ânsia por novos pontos de vista, e sanar suas curiosidades com pesquisas que o satisfaçam.

Os posicionamentos foram os mais diversificados possíveis, desde conhecimentos superciais, passando pelos moderados, até ideias bem complexas e consisas de nossos idealizadores e coordenadores.

E, uma coisa ficou bastante claro, a quantidade de informação adquirida, e exposta, foi de grande valia. Com esses esclarecimentos nos sentimos integrados e parcialmente aptos para opinarmos sobre algo, mas nos interar cotidianamente é fundamental.

No próximo encontro, estaremos discutindo sobre a reforma do Código Florestal, a polêmica levantada, verdades e mitos. Esse tema promete. Então na Segunda-feira, dia 5 de setembro compareçam em nossa reunião e comungue conosco, para que juntos cheguemos a uma vertente em comum.

Código Florestal e a Ciência - Contribuições para o diálogo. Esse é um arquivo onde cientistas apontam os benefícios e maleficios que essa reforma pode gerar. É um artigo CIENTIFICO, sem tendencias ruralistas ou ambientalistas. Leiam, vale a pena.
Link para download: http://www.4shared.com/document/GOP1EYTC/codigo_florestal_e_a_ciencia.html

Local: Auditório da Universidade Estadual de Goiás - Ipameri.

Cleiton Oliveira

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ENGENHARIA FLORESTAL - O CURSO

É o ramo da engenharia voltado para o estudo e o uso sustentável de recursos florestais.O engenheiro florestal avalia o potencial de ecossistemas florestais e planeja seu aproveitamento de modo a preservar a flora e a fauna locais. Ele pesquisa e seleciona sementes e mudas, identifica e classifica espécies vegetais e procura melhorar suas características, analisando as condições necessárias a sua adaptação ao ambiente. Elabora e acompanha projetos de preservação de parques e de reservas naturais e cuida de fazendas de reflorestamento. Recupera áreas degradadas, cuida da arborização urbana e avalia o impacto ambiental de atividades humanas em uma área. Esse engenheiro também efetua vistoriais, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres. Em sua atuação, visa a segurança e os impactos socioambientais


O mercado de trabalho
O novo Código Florestal brasileiro foi aprovado em julho de 2010 em meio a bastante polêmica. Isso mostra a importância crescente das discussões em relação à preservação e ao manejo florestal. Devem aumentar as oportunidades para o engenheiro florestal, que pode dar assistência e desenvolver projetos para adaptar as propriedades rurais à nova legislação. Órgãos como Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais realizam concursos frequentes para a contratação desse profissional. Empresas privadas que prestam serviços para o governo também necessitam dessa mão de obra especializada. Quem atua nas áreas de ecologia aplicada e de manejo florestal vem sendo solicitado nos últimos anos por empresas de reflorestamento e por produtores rurais que fazem o plantio de florestas para fins comerciais. "Cresce muito o número de proprietários de terra que antes só investiam nos setores agrícola e pecuário e hoje destinam parte das terras ao plantio de eucalipto, contratando esse engenheiro para viabilizar o projeto", explica Soraya Alvarenga Botelho, coordenadora do curso da Ufla, em Minas Gerais. Os postos de trabalho estão concentrados, sobretudo, nos estados do Sul e do Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que possui extensas áreas de reflorestamento, abrindo boas oportunidades para esse engenheiro. Cresce também a procura na Região Norte, que tem o desafio de se desenvolver de maneira sustentável. Nas indústrias de base florestal, em especial nas de papel e celulose, de móveis, de compensado e de carvão, aumenta a procura pelo especialista em tecnologia de produtos florestais. Outros nichos que vêm se expandindo são o comércio de produtos florestais, a gestão de viveiros florestais e a coleta, o estoque e a transformação do lixo urbano e industrial. Prefeituras de todo o país buscam esse graduado para cuidar da arborização urbana. O profissional pode atuar ainda de maneira empreendedora, como assessor técnico de ONGs ou abrindo empresa de produção de mudas e vendas de sementes.

Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

O curso

As ciências agrárias e biológicas estão presentes em todo o currículo, com destaque para as disciplinas que envolvem botânica, tecnologia da madeira, fisiologia vegetal, biologia celular e silvicultura. Mas o forte do curso são as técnicas e os métodos de uso racional das matas que não comprometam o ecossistema. Nessa área, as disciplinas teóricas - como conservação de recursos naturais renováveis - alternam-se com práticas de manejo florestal, ecologia aplicada em campo, atividades em laboratórios e viveiros. O estágio é obrigatório, bem como um trabalho de conclusão de curso.


Duração média: cinco anos. Outro nome: Eng. de Florestas Tropicais.


O que você pode fazer

Ecologia aplicada
Estudar e administrar parques e reservas florestais e gerenciar processos de exploração que preservem os recursos naturais. Recuperar áreas degradadas
.

Educação
Realizar atividades em educação ambiental e ecoturismo
.

Fiscalização

Supervisionar empresas que utilizem produtos de origem florestal como termoelétricas a carvão, indústrias que utilizem lenha e siderúrgicas.

Manejo florestal

Elaborar, promover e supervisionar projetos de reflorestamento das espécies arbóreas para aumentar sua produtividade. Pesquisar sementes e o melhoramento genético da vegetação.

Tecnologia de produtos florestais

Pesquisar e desenvolver tecnologias para o aproveitamento, a extração e a industrialização de madeiras e de outros produtos da floresta, como óleos essenciais e resinas.

Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/meio-ambiente-ciencias-agrarias/engenharia-florestal-603093.shtml

quinta-feira, 23 de junho de 2011

''Senado precisa modificar o Código Florestal''

Aos 89 anos, o pai do ambientalismo brasileiro defende que a reforma da lei seja feita com respaldo científico e subsídios


Brasília, 23 de maio. Na véspera da votação do projeto de reforma do Código Florestal na Câmara dos Deputados, um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente peregrinou pelo Congresso para levar suas contribuições à polêmica proposta do relator Aldo Rebelo (PC do B), que seria aprovada no dia seguinte.

Entre eles estava Paulo Nogueira-Neto, o primeiro a ocupar a pasta, quando ainda era uma secretaria especial no governo militar. Aos 89 anos e se locomovendo com a ajuda de uma cadeira de rodas, Nogueira-Neto fez questão de participar do encontro. "Não queremos prejudicar a agricultura. Estamos pedindo que a reforma do Código Florestal seja feita com respaldo científico", diz ele, um dos mais respeitados ícones do ambientalismo brasileiro.

De sua residência em São Paulo - um espaço de 4 mil m2 reflorestado por ele, com espécies da Mata Atlântica - Nogueira-Neto falou ao Estado.

O sr., com outros sete ex-ministros do Meio Ambiente, levou aos parlamentares contribuições para o novo Código. Como foi?

Eu fui "convocado" às pressas. Num domingo, depois do almoço, a (ex-senadora) Marina Silva me telefonou e pediu para ir imediatamente para Brasília. Fui até o Aeroporto de Viracopos, comprei uma passagem e fui. À noite já estava lá. Nós falamos com o presidente do Senado, da Câmara, todos com boa vontade em nos atender.

Depois vocês foram falar com a presidente Dilma Rousseff.

Fomos falar com a presidente. Pedimos o encontro de última hora, mas ela nos recebeu. E, para nós, foi uma agradável surpresa verificar que as preocupações dela eram praticamente as nossas. Queremos fazer uma legislação que seja eficiente, boa. Não queremos prejudicar a agricultura. Mas também não podemos prejudicar o meio ambiente, agravar o efeito climático.

Houve algum compromisso por parte da presidência?

Dilma absolutamente não concorda com a anistia a quem desmatou. Ela tem compromissos internacionais, está preocupada com os efeitos do desmatamento. Saímos de lá contentes.

Em compensação, a Câmara aprovou a reforma do Código Florestal por 410 votos a favor, 63 contrários e 1 abstenção.

Eu atribuo a grande derrota na Câmara a fatores políticos, que independem de nossa vontade. Grande parte dos deputados que votaram contra nós votou, na verdade, contra o governo. Havia a questão do Palocci (o ex-ministro Antonio Palocci). Mas esse texto não deverá ter vida longa. No Senado, será possível reverter a derrota na Câmara.

Qual a expectativa para as negociações do Código no Senado?

Tudo indica que teremos ainda três ou quatro meses para discutir o assunto no Senado. O que pedimos é a coisa mais lógica: que se reforme o Código com respaldo científico. Nesse tempo será possível informar os senadores dos riscos que o País corre se o Código for aprovado do jeito que está. O Código do Aldo Rebelo tem coisas boas, mas há pontos desastrosos.

Quais são os pontos bons e os desastrosos?

É desastroso o fato de que os Estados poderão dar a palavra final sobre o desmatamento. O texto reproduz o Código antigo em vários pontos, mas lá no meio há um dispositivo que permite aos Estados, sem intervenção da União, derrubar o que quiserem. Já se fala em um desmatamento do tamanho do Paraná. Isso é gravíssimo. Nós queremos uma legislação equilibrada, sem prejuízos à agricultura. A Embrapa merece os maiores elogios, pois aumentou a produtividade. Nisso estamos de pleno acordo, o Brasil precisa de uma agricultura moderna.

Rebelo diz que a lei atual penaliza o produtor. Qual sua opinião?

O problema é a falta de compreensão. Aldo Rebelo acredita que há uma conspiração internacional, que as ONGs querem que o Brasil fique numa condição agrícola difícil. Não conheço nenhuma ONG que tenha criado dificuldades para a agricultura brasileira. Agora, é verdade que as ONGs internacionais estão preocupadas com o desmatamento no Brasil. E nós também estamos. E se não estamos, deveríamos estar, por causa do aquecimento climático.

Governos anteriores incentivaram a ocupação da Amazônia e a derrubada da floresta. Hoje qual seria o caminho para o desenvolvimento sustentável na região?

Primeiro, é preciso um bom Código Florestal para segurar o desmatamento. Segundo, é necessário subsidiar os produtos da floresta para que as populações locais a proteja. Mas temos de dar um passo além, pagar mais do que esses produtos valem, como fazem na Europa. Incluir nessa conta o valor dos serviços ambientais prestados. Se estivesse no governo, faria isso com urgência, para não acontecer o que ocorre no Acre hoje em dia. Os antigos seringueiros estão começando a criar gado para não morrer de fome.

E as hidrelétricas na Amazônia, podem trazer a prosperidade que o governo espera? Como ficam os impactos ambientais?

O aproveitamento dos rios têm de seguir cuidados especiais para reduzir o impacto. É preciso fazer eclusas, para que os peixes possam migrar e os rios sejam aproveitados para navegação. Outra coisa: as represas não podem ser muito grandes. Reservatório bloqueia a migração da fauna terrestre. Mas a energia do futuro é a fusão nuclear, obtida de dois isótopos de hidrogênio. É possível fazer energia barata, abundante, pouco radioativa. A energia do futuro é essa, além dos reforços da solar e eólica. Quando essa energia estiver disponível, as hidrelétricas ficarão obsoletas.

E como fica a exploração do pré-sal no momento em que o mundo busca uma transição para fontes mais limpas?

Não sou contra a exploração do pré-sal, porque o País pode precisar dele para seu desenvolvimento. Mas tem de ser feito de forma ordenada. O Brasil deve plantar grandes extensões de florestas para compensar essas emissões. Também precisamos de planejamento das cidades costeiras. Nós não podemos permitir que ocorra a favelização da Serra do Mar.

Desde que o sr. foi secretário especial de Meio Ambiente (de 1974 a 1986), o que mudou no País em termos de conscientização ambiental?

O País mudou muito. Eu sou testemunha disso. Antes, nós ambientalistas éramos malvistos. A opinião pública, achava que primeiro precisava desenvolver para depois, então, pensar no meio ambiente. Na secretaria, um dos principais desafios era despertar a consciência para isso. Me deram cinco funcionários, três salas e nenhum poder de multar. Fizemos a Política Nacional de Meio Ambiente, durante o governo Figueiredo, que é a base de nossa legislação ambiental.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110619/not_imp734296,0.php

Fonte:


Igreja Católica anuncia apoio contra o novo Código Florestal Brasileiro

Segundo CNBB, as decisões sobre o Código estão sendo tomadas por uma lógica produtivista, sem levar em consideração a vida

As adaptações do novo Código Florestal Brasileiro, que foi aprovado na Cama dos Deputados no último mês de mais e que tramita no Senado Federal, ganhou mais um ‘inimigo’. Depois de diversas ONGs ambientais, a comunidade cientifica e ambientalistas, agora foi a vez da cúpula da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) anunciar seu repúdio ao projeto de lei.

A Igreja vai se aliar as outras entidades contrárias ao Código e, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e de um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente, pretende criar um fórum por meio da CNBB. Todos esses são contrários a flexibilização do usa das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e contra também a proposta feita pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB)/SP) em seu relatório de anistiar os desmatadores.

Com esse novo apoio, reacender as esperanças de projeto de lei ser vetado. No ano passado o apoio da Igreja conseguiu recolher 1 milhão de assinaturas em favor da Lei da Ficha Limpa, aprovado no Congresso Nacional.

A Igreja Católica promete convocar seus fieis “a participar do processo de aperfeiçoamento do Código Florestal, mobilizando as forças sociais e promovendo abaixo-assinados contra a devastação”.

As decisões sobre o código foram duramente criticadas pela CNBB, que segundo a entidade, foram e estão sendo motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a vida humana e as fontes da vida.

Além das assinaturas, a CNBB está cobrando que o Senado convoque a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) para debater a proposta. A SBPC apresentou ao Congresso Nacional e ao governo federal um estudo preliminar sobre as consequências da mudança do código no aumento do desmatamento.
Até o momento, o Senado não acatou nenhuma das sugestões encaminhadas pela SBPC em carta.
O projeto tramita entre as comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).


http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/06/22/igreja-catolica-anuncia-apoio-contra-o-novo-codigo-florestal-brasileiro

Fonte:

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Livro Sistema Agrossivilpastoril - Integração Lavoura Pecuária Floresta

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Este livro, patrocinado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, tem distribuição gratuita.
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1 – Preencher a ficha de solicitação;

2 – Efetuar o depósito bancário de dez reais em favor de:

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CNPJ: 18.134.684/0001-80
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Agência: 0428-6
Conta corrente: 3.092-9
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Acesse: http://www.sif.org.br/livro/livro.htm

Senadores já trabalham para mudar lei florestal aprovada pela Câmara

MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA DANIEL RONCAGLIA DE SÃO PAULO Cotados para as relatorias do Código Florestal no Senado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já trabalham para mudar pontos polêmicos no texto aprovado pela Câmara.

Luiz Henrique quer alterar a anistia aos desmatadores, enquanto Rollemberg tem na mira as regras para que os Estados participem de regularização ambiental. Luiz Henrique deve fechar o texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça do Senado).

O peemedebista adotou um discurso alinhado com os ambientalistas. "Não quero deixar margem para anistiar quem degradou as áreas para enriquecimento ilícito." O governo rejeita a anistia.

O texto da Câmara legaliza todas as atividades agrícolas em APPs (Área de Preservação Permanente), como várzeas e topos de morros, mantidas até julho de 2008.

Ligado aos ambientalistas, Rollemberg quer reduzir o poder dos Estados na regularização ambiental. A ideia é que o governo federal estabeleça as regras e que os Estados só tenham autonomia para ampliar áreas protegidas.

Pelo texto da Câmara, os Estados terão a prerrogativa de criar seus programas de regularização, o que faz o governo temer mais desmate.

LOBBY

O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) acusou na quinta-feira (26) parte dos pesquisadores da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) de serem financiados pelo "lobby ambientalista" formado por organizações como Greenpeace e WWF.

"A SBPC, quando foi convocada pela comissão especial da Câmara, negou-se a comparecer", disse.

"Quando procurada pelo lobby ambientalista, que paga a alguns dos pesquisadores --paga, porque eu sei--, a SPBC resolveu se manifestar", completou o deputado.

"O lobby ambientalista internacional instalado no Brasil se habituou durante 20 anos a usurpar o direito da Câmara de legislar." O deputado classificou também a imprensa estrangeira como desinformada.

"Países que fazem guerra e não preservam nada da sua vegetação nativa vêm criticar o país que mais preserva no mundo?", questionou.

Fonte: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5367

Senado não tem pressa para votar Código Florestal, diz Sarney

MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta quarta-feira que "não há restrição de prazo" para que a Casa analise a reforma do Código Florestal. O texto foi aprovado na madrugada desta quarta-feira pela Câmara.

Segundo Sarney, os senadores vão trabalhar para tratar das questões que não foram "dirimidas" na Câmara.

"O Código Florestal vem para o Senado e vamos examinar dando todos os prazos necessários para que esse debate se aprofunde, para que as questões que não foram dirimidas na Câmara possam ser resolvidas aqui".

Sarney disse que o Senado fará uma discussão "ampla e aberta". "Não temos restrição de prazo."

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que pedirá à presidente Dilma Rousseff a prorrogação, em um prazo de três a quatro meses, da entrada em vigor do decreto que pune com multa os fazendeiros que não estiverem em conformidade com a lei ambiental.

O prazo para que o decreto começasse a valer --e que já havia sido adiado antes-- é 11 de junho.

Os ruralistas pedem mais tempo com o objetivo de que o novo Código Florestal, cujo projeto foi aprovado ontem pela Câmara, entre em vigor e traga alterações que beneficiem os fazendeiros.

Hoje, argumentam que grande parte dos produtores seriam passíveis de punição pelo decreto.

A proposta aprovada pela Câmara traz pontos que desagradam o Palácio do Planalto como a legalização das atividades agrícolas em APPs (Área de Preservação Permanente) mantidas até julho de 2008, que na prática representa uma anistia.

Fonte: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5368

Plenário aprova novo Código Florestal, que segue para o Senado

Em meio ao embate sobre a convocação do ministro Palocci, o Plenário aprovou, na noite desta terça-feira (24/5), o novo Código Florestal.

A proposta, que agora segue para o Senado, legaliza o uso das Áreas de Preservação Permanente já ocupadas - as chamadas APPs. Também prevê anistia para quem desmatou até o ano de 2008.

A polêmica maior foi em torno da Emenda 164, aprovada na madrugada, depois de muito bate-boca. Ela estabelece que os estados é que definem, de fato, o que pode ser cultivado nas APPs.

O governo federal é contra: quer ter o poder de definir sozinho as atividades permitidas. Mas a Emenda 164 acabou sendo aprovada graças ao PMDB, partido da própria base do governo.

Fonte: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5371

Dilma espera que Senado siga posição do governo sobre Código Florestal

A presidente Dilma Rousseff afirmou na quarta-feira (25/05) que espera que a base aliada, no Senado, siga a posição do governo na votação do Código Florestal.

Tentará construir uma solução negociada para impedir que se repita na Casa o impasse ocorrido na Câmara em torno da votação do código. Reiterou ainda a posição contrária à emenda do PMDB, aprovada na Câmara, que transfere aos estados competência para legislar sobre produção em áreas de preservação permanente (APPs). “Não sou a favor da emenda. Fui contra a aprovação da emenda e, obviamente, respeitando a posição de todos que divergem de mim, continuarei firme defendendo a mudança dessa emenda no Senado”.

Dilma afirmou que tem a prerrogativa do veto, caso seja aprovado um texto que prejudique o meio ambiente. “Não abrirei mão do compromisso com o Brasil. Tenho a prerrogativa do veto e se julgar que qualquer coisa prejudique o Brasil vetarei. A Câmara pode derrubar o veto e tem ainda as instância judiciais.” Adaptado de Agência Brasil, 26/05/2011

Fonte: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5372

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ministra do Meio Ambiente: relatório de Aldo está longe da proposta do governo

Governo não tem intenção de prejudicar a votação do Código Florestal

Ao final da reunião com a bancada do PT, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo não tem intenção de prejudicar a votação do Código Florestal (PL 1876/99), prevista para amanhã. A ministra reconheceu, no entanto, que o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ainda está longe da proposta defendida pelo governo.

Izabela Teixeira ressaltou que o governo continua negociando com a intenção de construir um texto o mais consensual possível, “que dê segurança jurídica ao País e condições aos agricultores de produzir de forma sustentável.”

Fonte: www.camara.gov.br

FONTE: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5272

O Código Florestal e a Ciência: contribuições para o diálogo

A SBPC e Academia Brasileira de Ciências (ABC) lançam o livro "O Código Florestal e a Ciência: contribuições para o diálogo".

Nesta publicação, são apresentados os resultados dos estudos realizados por um grupo de trabalho, instituído pela SBPC e Academia Brasileira de Ciências (ABC) em junho de 2010, que analisou as questões relativas ao Código Florestal brasileiro à luz do conhecimento científico e tecnológico. De carater interdisciplar, os estudos fornecem dados e argumentos técnico-científicos para subsidiar as discussões em torno de mudanças no Código Florestal propostas no substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.876/99.

LFonte: Adaptado de http://www.sbpcnet.org.br/site/home/

FONTE: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=5273