segunda-feira, 26 de julho de 2010

Exploração ilegal de madeira caiu

O relatório sobre o combate mundial contra a exploração madeireira ilegal foi divulgado, no dia 15 de julho, pelo Instituto Britânico Chatham House e revela que uma década de esforços internacionais na resolução do problema resultou em grandes benefícios, tanto nas comunidades dependentes da floresta como nas alterações climáticas.

Os pesquisadores analisaram os aspectos do comércio da madeira ilegal em cinco países detentores de florestas (Brasil, Indonésia, Camarões, Malásia e Gana), em países consumidores (Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Holanda) e nos países que processam a madeira e fornecem produtos para o mundo (China e Vietnã).

Em 2008, empresas dos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Holanda compraram 17 milhões de metros cúbicos e produtos de madeira ilegal, no valor de cerca de 8,4 milhões de dólares, sendo que grande parte entrou em forma de produtos processados como, por exemplo, mobília. Já em 2009, foram explorados cerca de 100 milhões de metros cúbicos de madeira ilegal nos países produtores de madeira estudados. E a maioria desses produtos eram fabricados na China que é o maior exportador mundial, importando mais madeira que todos os cinco países consumidores juntos: 20 milhões de metros cúbicos de madeira ilegal/anuais.

Embora a criação de regulamentos e políticas necessárias para o combate da exploração ilegal ainda sejam precários nos países produtores, um conjunto de melhorias significativas nas leis e regulamentos está, agora, em andamento. De acordo com o relatório, em 2008, os EUA se tornaram o primeiro país a adotar legislação que identifica como ilegal a compra de madeira explorada ilegalmente. Há indicações iniciais de que a nova lei já está exercendo pressão sobre os produtores e processadores de madeira de todo o mundo no que tange a suas cadeias de fornecimento.

Desde 2000, a exploração ilegal diminuiu 75% na Floresta Amazônica, sendo que a maior parte dessa redução ocorreu nos últimos cinco anos. Os pesquisadores apontam que essa queda na exploração, também, está relacionada com a diminuição do desmatamento em geral.

O estudo elogia o sistema brasileiro de monitoramento de florestas e cita o aumento no número de operações policiais na Amazônia para combater o desmatamento. No entanto, os pesquisadores apontam falhas no cumprimento das sanções aplicadas nas infrações ocorridas na Floresta Amazônica, onde a derrubada ilegal ainda representa de 35% a 70% de todo o desmatamento.

Apesar do declínio, o relatório prevê que a exploração ilegal continua a ser um grande problema. Ao mesmo tempo em que os casos mais evidentes de atividade ilegal do setor florestal são abordados, o combate à extração irregular e ao contrabando pode se tornar mais difícil, por conta da multiplicação dos desmatamentos em menor escala – mais difíceis de monitorar – e pelo crescimento da venda da madeira ilegal nos mercados internos dos países produtores.

FONTE: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/exploracao-ilegal-madeira-caiu-estudo-britanico-580023.shtml

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