quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Normas dos Resumos Simples


Formatação:
Times New Roman 12, margens com 2,5 cm e inferior com 3,5 cm, formato A4.

Título:
Caixa Alta, Negrito e centralizado.

Resumo:
Parágrafo único, máximo de 400 palavras, fonte Times New Roman 12, espaçamento simples e justificado. O trabalho deve ser o mais claro e conciso possível.

Nome dos Participantes:
Os nomes dos participantes devem ser inseridos em caixa alta, centralizado e conforme citações em periódicos (em acordo com o exemplo do resumo) com um número-índice em cada autor e sublinhado-se o autor que apresentará o pôster.

Nota de Rodapé:
As notas de rodapé devem fazer referência a cada número-índice e serão inseridas somente as informações relevantes e o endereço eletrônico (em acordo com o exemplo do resumo).

Palavras-Chave:
Poderão ser inseridas de 3 a 5 palavras e, obrigatoriamente, coniventes com o texto apresentado e não podendo ser semelhante a qualquer palavra citada no título.

Formato do arquivo:
Poderão ser enviados arquivos somente em .doc
Data de entrega:
Os arquivos deverão ser entregues até o dia 06/09, encerrando às 17h30min da data limite.

Número de resumos:
Cada autor terá direito de enviar dois resumos, como primeiro autor, e não havendo limite para as demais posições de autores.

Espaçamentos:
Dois espaços simples entre a linha de referência e o título, um entre o título e os nomes dos participantes e, também, entre os nomes/resumo e resumo/notas de rodapé.
OBs.: OS RESUMOS FORA DAS NORMAS OU ENTREGUE DEPOIS DA DATA LIMITE, SERÃO DESCONSIDERADOS E TRABALHOS COM MAIOR ÊNFASE CIENTÍFICA SERÃO PREMIADOS.

A confirmação de aceitação dos resumos será realizada em até sete dias úteis após o envio. Sendo aceito somente os resumos de pessoas INSCRITAS na VIII Semana de Ciências Agrárias UEG-Ipameri. A apresentação será em Pôster, na qual poderá ter as proporções de 0,9 m de largura x 1,20 m de comprimento.
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Grato, Comissão Científica.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

IX Semana de Ciências Agrárias


Nos dias 26 ao dia 29 de SETEMBRO de 2012 a Universidade Estadual de Goiás, sob orientação do Professor Roberli Guimaraes e dos acadêmicos da instituição realizarão a IX Semana de Ciências Agrárias, no município de Ipameri - GO.

E na mesma, convidam alunos de graduação, pós-graduação bem como professores e produtores rurais para prestigiar esse encontro, tornando o nosso evento uma forma de integração e de troca de conhecimentos.

As inscrições já estão sendo realizadas na Universidade - UnU Ipameri com os acadêmicos responsáveis, mais informações pelo telefone: (64) 3491.1556.


As inscrições para submissão de resumos já estão sendo recebidas. A data limite para submissão dos trabalhos é dia 30 de agosto.

Os resumos enviados até a data limite, estarão dentro dos anais da semana com ISSN.

Cumpramos os prazos e favoreçamos o evento realizado para os acadêmicos, técnicos e professores. 

Os resumos devem ser enviados para o endereço: cientifica.ipameri@yahoo.com.br


Participem.

domingo, 12 de agosto de 2012

Oportunidade


O Idesam acaba de abrir seleção para duas vagas para o projeto CAFE: Café em Agrofloresta para o  Fortalecimento da  Economia de baixo carbono em Apuí”.
A descrição das duas vagas (Engenheiro Agrônomo e Técnico) está em nosso site no link: http://www.idesam.org.br/trabalhe_conosco.php
Por favor, divulguem aos possíveis interessados
Grato
Gabriel C. Carrero M.Sc. Ecologia
Coordenador do  Programa de Mudanças Climáticas e Serviços AmbientaisInstituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam)
Tel: (92) 
3308-7360 Skype: gabiruevers


Empresa Contratante: FAO
Ramo da Atividade: Agricultura, Desenvolvimento Sustentável


A FAO trabalha no combate à fome e à pobreza, promove o desenvolvimento agrícola, a melhoria da nutrição, a busca da segurança alimentar e o acesso de todas as pessoas, em todos os momentos, aos alimentos necessários para uma vida saudável.
Reforça a agricultura e o desenvolvimento sustentável, como estratégia a longo prazo, para aumentar a produção e o acesso de todos aos alimentos, ao mesmo tempo em que preserva os recursos naturais.

Dados da Vaga


Elaborar proposta de rotinas e procedimentos das Exposições de Motivos (95793)
Projetos UTF/BRA/064/BRA – Apoio à implementação e ao alcance de resultados da Estratégia Fome Zero.
Objetivo:
  • Sistematizar as Exposições de Motivos emitidas pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA, com o propósito de subsidiar tecnicamente a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional – CAISAN nas respostas governamentais às demandas e proposições apresentadas.


Pré-Requisitos:
  • Obrigatório: Graduação nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Agrárias ou Ciências de Saúde. Desejável: Pós-graduação nas áreas de Ciências Humanas, Sociais, Agrárias e/ou de Saúde (será pontuada a de maior grau).
  • Requisito Obrigatório: Experiência profissional comprovada de, no mínimo, 05 (cinco) anos em execução e implementação de políticas públicas, na área de segurança alimentar e nutricional. Requisito Desejável: Experiência profissional em atividades técnicas de pesquisa na área de segurança alimentar e nutricional.


Responsabilidades:
  • Identificação e classificação dos principais temas contidos em cada Exposição de Motivos (EM) e os órgãos do Governo Federal responsáveis por responder às EMs; Organização do banco de dados com demandas e respostas classificadas.

Tipo de Vaga: Profissional
Perfil Profissional: Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Agrárias, Ciências de Saúde
Vagas: 01 vaga
Remuneração Total: Não Informado

terça-feira, 10 de julho de 2012

Plantar Árvores em Rondônia é um Grande Negócio


O seminário “Plantar Árvores em Rondônia é um Grande Negócio”, uma iniciativa do governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e em parceria com a Associação Rondoniense dos Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Arflora) e Associação Rondoniense dos Engenheiros Florestais (Aref), será realizado no auditório da AVEC em Vilhena, nos dias 5, 6 e 7 de Julho, com a presença das principais autoridades e políticos envolvidos na cadeia produtiva do negócio agro-florestal.

O objetivo é apresentar esse novo segmento de mercado, pois Rondônia possui características climáticas e geográficas favoráveis, que refletem de forma positiva na qualidade e precocidade dos plantios, sendo um investimento altamente viável. Hoje, Rondônia é um estado atrativo ao investimento em florestas plantadas com fins comerciais.

Estarão presentes produtores, engenheiros florestais e empresários da cadeia produtiva da madeira. Os palestrantes são autoridades e empresários do mais alto nível, inclusive do exterior, que estarão discorrendo sobre a introdução de Rondônia no cenário brasileiro da floresta plantada. Será abordado também o financiamento ao produtor rural e também a questão tributária.

Em 2011 houve a normatização do setor, que proporcionou um ambiente de otimismo, inclusive com a previsão de mais de 6.500 hectares de novos plantios. O seminário também será prestigiado pelo setor educacional voltado para florestas e meio ambiente, onde estarão presentes alunos de diversos cursos e receberão certificados de participação ao final do evento.

Fonte: portaldoagronegocio.com.br

Agricultura inteligente contra a vulnerabilidade



O agrorreflorestamento surge como uma ferramenta de adaptação e mitigação de mudanças climáticas na América Central, região onde o aquecimento global poderia gerar perdas de 19% do produto interno bruto. “A única alternativa que nos resta é o agrorreflorestamento para adaptar e mitigar as mudanças climáticas”, disse ao Terramérica o diretor-executivo da Associação Coordenadora Indígena e Camponesa de Agrorreflorestamento Comunitário Centro-Americano (Acicafoc), Alberto Chinchilla.
Um encontro paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada entre 20 e 22 deste mês, no Rio de Janeiro, discutiu o conceito desta agricultura climaticamente inteligente, que pode ajudar a reduzir a vulnerabilidade do istmo. Na reunião estiveram presentes ministros, cientistas, técnicos e agricultores.
Um sistema agroflorestal incorpora árvores aos trabalhos agrícolas e agropecuários. Sua prática, acompanhada de pesquisa científica, permite encontrar métodos e tecnologias amigáveis com o meio ambiente, explicou Chincilla. Por exemplo, as árvores permitem recuperar nascentes de água, protegem os cultivos com sua sombra, conservando mais a umidade e mantendo mais frescas as terras de pastagem, o que reduz o estresse de calor do gado. Também podem ser recuperadas espécies nativas ou em extinção e melhorar a segurança alimentar das comunidades.
“O agrorreflorestamento é vincular a agricultura, a produção de alimentos a as árvores. Não podemos seguir com políticas agrícolas com o Ministério da Agricultura separado do Ministério do Meio Ambiente. Temos que harmonizar essas políticas, e que as árvores sejam parte da agricultura”, acrescentou Chincilla.
Os efeitos da mudança climática são as principais ameaças que sofre a região, formada por sete países com uma população de 43 milhões de habitantes, quase a metade deles pobres. A superfície da região tem apenas 27,5% de áreas protegidas. No entanto, possui uma grande biodiversidade, segundo Rigoberto Cuéllar, titular da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Honduras.
Cuéllar apoia a implantação do sistema agroflorestal em seu país. “A mudança climática é um dos aspectos que limitam o desenvolvimento sustentável da região. Estamos apoiando fortemente o agrorreflorestamento e o impulso às atividades produtivas. É preciso definir políticas claras para cruzar ações coordenadas nos países”, destacou.
O PIB centro-americano cresce 5% ao ano, mas estima-se que a região perdeu 1,7 pontos do PIB nas duas últimas décadas, devido aos desastres climáticos. Segundo Chincilla, a prática agroflorestal avançou na última década na região. Os países centro-americanos podem se converter em vanguarda por uma série de projetos promovidos pelo agrorreflorestamento e pela segurança alimentar.
O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola e o Fundo Japonês, por intermédio do Banco Mundial, estão destinando recursos para reforçar sistemas agroflorestais em cultivos de cacau, café, silvopastoris e de reflorestamento. Nos próximos quatro anos serão investidos US$ 10 milhões em agrorreflorestamento comunitário mediante projetos de sócios da Acicafoc. Os beneficiários são membros de comunidades indígenas e camponesas.
O desafio é aliar o conhecimento tradicional com o científico, apontou Chinchilla, acrescentando que a Acicafoc está organizando, junto ao Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (Catie), um programa de capacitação para reforçar os conhecimentos tradicional e o acadêmico em matéria de sistemas agroflorestais tropicais.
A guatemalteca Associação de Desenvolvimento Produtivo e de Serviços Tikonel é um exemplo de trabalho local com produtos agroflorestais. Seu diretor-executivo, Francisco Xanté Lobos, explicou que a Tikonel atua com 16 comunidades rurais, a maioria maias k’iche’, que cultivam espécies de pinheiro e cipreste, em plantações que conseguiram certificados de selo verde. Também produzem café, macadâmia e cacau, combinados com espécies de madeiras.
“Após 20 anos, vimos que fizemos muitas coisas no desenvolvimento sustentável. Queremos pedir aos governos que apostem mais no desenvolvimento integral para que contribuam para uma melhor qualidade de vida”, afirmou Xanté Lobos ao Terramérica. A Costa Rica é um exemplo de esforço nacional de reflorestamento e pagamento por serviços ambientais. Segundo o ministro do Meio Ambiente, René Castro, a cobertura florestal desse país chegou a ser de apenas 21% do território nacional em 1987, mas em 2010 cerca de 52% estavam recuperados.
“Este ano alcançaremos 4,8 milhões de árvores, uma por habitante. Isto faz parte de um esforço nacional, por meio de um imposto sobre combustíveis”, seguindo a ideia de que “quem contamina paga”, mediante o instrumento de pagamento por serviços ambientais, explicou Castro em sua apresentação. Um programa adicional na Costa Rica está focado no reflorestamento com árvores nativas e em perigo de extinção. “É dado prêmio de 50% do pagamento ao pecuarista ou agricultor que plantar espécies ameaçadas. É um instrumento simples que demonstra que é possível recuperar”, afirmou.


Fonte: http://envolverde.com.br/ambiente/agricultura-inteligente-contra-vulnerabilidade/

sábado, 16 de junho de 2012

Mensagem da Comissão aos Participantes da I Semana de Ciências Florestais


A Comissão Organizadora da I Semana de Ciências Florestais da UEG-Ipameri, agradece a todos pela participação em nosso evento. Foi com muita satisfação que podemos contar com sua presença, enriquecendo e auxiliando na concretização do nosso evento. Esperamos ter colaborado para o seu crescimento pessoal, profissional e técnico. Na tentativa da construção de pessoas capacitadas ao debate e criticamente informadas.

Na oportunidade agradecemos aos palestrantes pela disposição e atenção. Vossas presenças foram imprescindíveis para a realização e êxito da semana.

Também gostaríamos de agradecer ao professor Adilson Pelá (Diretor Educacional dessa Instituição) pela abertura e apoio ofertado para a realização desta proposta. Também a Procemeiam, ao Ministério Público, a SEMARH, a Copebras e a UnB que muito nos auxiliou para essa conquista.

Nossos estimados agradecimentos ao corpo docente da universidade que contribuiu significativamente para o sucesso deste, através dos mais variados auxílios doados.


“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.”
Paulo Freire.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ruralistas elaboram 50 emendas à MP que altera Código Florestal


Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária considera que o médio produtor ficou vulnerável


Deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elaboraram cerca de 50 emendas à medida provisória (MP) 571/2012, editada pela presidente Dilma Roussef para os 12 vetos do novo Código Florestal Brasileiro. Os parlamentares têm até sexta-feira para apresentá-las.

Presidente da frente, o deputado Moreira Mendes (PSD/RO) disse que vários deputados vão entrar com mandado de segurança contra a MP, por considerarem a medida “uma afronta” e “entendendo que a presidente exorbitou no seu poder”. Ontem, quinta-feira (31/5), ele apresentou no plenário da Câmara um projeto com seis emendas à MP. Segundo ele, em geral, os vetos foram adequados e há alguns ajustes para serem feitos. “Construímos o código que foi possível, mas se você perguntar, nem ambientalistas nem ruralistas estão satisfeitos”, diz Mendes.

Segundo o deputado, alguns parlamentares entendem que a legislação estabelece que assuntos votados no Congresso Nacional não podem ser objeto de medida provisória antes da aceitação ou derrubada do veto presidencial. Após o veto da presidente, o Congresso Nacional tem 30 dias para discutir o assunto. “Vamos ouvir o restante da frente para que se tome uma deliberação a esse respeito”.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que ficou surpreso com a MP tratando de matéria derrotada na Câmara dos Deputados e a considerou uma “agressão” ao Congresso. “Ela [a presidente] passa a legislar acima da vontade do Congresso Nacional. Esse que é o ponto sobre o qual queremos entrar com mandado de segurança no sentido de buscar a sustação dos efeitos dessa medida provisória”, disse.

Princípios
Moreira Mendes entende que os pequenos produtores, com propriedades de até 4 módulos fiscais, foram protegidos com os vetos, mas aqueles de tamanho médio – com propriedades que variam de 4 a 10 módulos fiscais – estão muito vulneráveis.
Em uma das seis emendas, o deputado propõe que seja criada uma nova faixa que englobe produtores de 4 a 10 módulos e que no caso da recomposição das matas ciliares tenham que repor 15 metros de vegetação em cada lado dos rios. “Acho que é um bom tamanho”, disse.
O incômodo maior, no entanto, na avaliação de Mendes, é o veto e a mudança do artigo 1 da lei, “que nada mais é que um enunciado do código”, diz. Para ele, a introdução da palavra "princípios" pode gerar ambiguidade. “Digo isso como advogado, a palavra “princípio” dá margem para diferentes interpretações e tudo que os advogados e os juízes buscam são interpretações”, diz.
O texto aprovado na Câmara não continha a palavra “princípios”, que foi introduzida no Senado. Quando o projeto retornou à Câmara, a palavra foi retirada, mas a presidente Dilma retomou o texto do Senado. “Essa palavra aparece umas oito vezes no texto, propus que fosse retirada de três situações, por julgar que poderiam criar interpretações dúbias”, disse.
No texto aprovado na Câmara o artigo 1 dizia: “Esta Lei estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, dispõe sobre as áreas de Preservação Permanente e as áreas de Reserva Legal, define regras gerais sobre a exploração florestal, o suprimento de matéria-prima florestal, o controle da origem dos produtos florestais e o controle e a prevenção dos incêndios florestais e prevê instrumentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos”.
Na medida provisória o texto ficou assim: “Esta Lei estabelece normas gerais com o fundamento central da proteção eu so sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa em harmonia com a promoção do desenvolvimento econômico, atendidos os seguintes princípios:”
Moreira Mendes disse que o assunto Novo Código Florestal precisa ser liquidado, mas devido ao rito da medida provisória, com prazo de 120 dias, o assunto não será resolvido antes do recesso parlamentar. O presidente da FPA disse que a intenção é buscar um texto de conciliação, nem mantendo o atual e nem resgatando a proposta que saiu das discussões na Câmara dos Deputados.


Fonte: revistagloborural.globo.com


Plantio em florestas nativas pode render mais que pecuária


O plantio convencional da seringueira rende uma média de R$ 4.500,00 por hectare por ano

Recuperar áreas desmatadas em São Paulo antes ocupadas pela Mata Atlântica com o plantio de espécies nativas e exóticas pode ser mais rentável do que a atividade pecuária, afirma o diretor-executivo do International Institute for Sustainability (IIS), Bernardo Strassburg. A ideia é que o produtor ganhe com recuperação do solo, venda de árvores e no recebimento por serviços ambientais. Ele explica que estão em desenvolvimento modelos de instalação, produção e comércio para seringueira e palmeira-jussara.

Segundo Strassburg, a intenção é que as espécies possam ser consideradas modelo desse tipo de atividade, que une produção e conservação, pois ambas têm plantio difundido pelo País e podem continuar sendo lucrativas se misturadas com outras espécies da Mata Atlântica.

O plantio convencional da seringueira rende uma média de R$ 4.500,00 por hectare por ano. Com a pecuária, a média é de R$ 100,00 por hectare por ano. "Temos de ver agora que impacto o plantio da seringueira em florestas nativas tem nesse rendimento", diz. Especialistas afirmam que a rentabilidade da seringueira em locais de mata nativa pode chegar a ser a mesma de uma plantação convencional. "Mesmo que caia pela metade ainda é maior do que a da pecuária."

O objetivo é juntar esforços para promover a utilização de florestas nativas para fins comerciais, para que ela seja vista pelos produtores rurais como uma solução rentável, não um problema. Entretanto, especialistas apontam que o desafio principal para o desenvolvimento de um plano de implantação de florestas nativas com fins econômicos é acabar com o gargalo na instalação das florestas, pois mercado para comercializar os produtos já existe.

"Regenerar florestas sai mais caro do que implantar qualquer outro tipo de atividade rural", afirma a representante do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, Maria José Zákia. O preço para a restauração varia de R$ 4.000,00 a R$ 14.000,00 por hectare. O do plantio de eucalipto, por exemplo, é de cerca de R$ 2.500,00 por hectare.


Para Maria, primeiro é necessário investir em tecnologia, metodologia e acesso à informação. "Quem quer plantar eucalipto tem informação fácil. Silvicultura de nativa não pode ser algo só para especialista." Ela diz que o conhecimento sobre essas culturas evitaria o desperdício de recursos. "Quem gastou R$ 14.000,00 para recuperar um hectare com espécie nativa o fez da maneira errada." Para ela, com a disseminação do conhecimento e uso tecnologias mais modernas, é possível reduzir o custo com o plantio de nativas para algo em torno de R$ 4.000,00.

Serviços Ambientais - Mesmo com uma possível redução no custo de implantação das florestas nativas, os valores iniciais continuam sendo elevados. "Nesse primeiro momento, o pagamento de serviços ambientais pode ajudar", diz Maria José.

Segundo Strassburg, cálculos iniciais apontam que, em 2020, o mercado de carbono deverá pagar U$ 25 por tonelada de CO2. Ele afirma que o valor seria suficiente para bancar o custo de restauração da floresta nativa e ainda gerar algum lucro para o proprietário da terra.

Strassburg ressalta que o Brasil, em particular o Estado de São Paulo, tem bastante potencial para crescer em pagamento de serviços ambientais no setor de água e carbono. Para que esse mercado possa ser aproveitado da melhor forma, é importante que o País estude desde já como fazer, instalar e usar da forma mais eficiente possível. Na avaliação de Strassburg, há avanços. "No longo prazo, o mercado de carbono vai acontecer, não vai ter outro caminho. Até 2020 ele vai estar instalado e temos que estar prontos."

Para o representante do IIS, o resultado do proprietário rural com o recebimento por serviços ambientais prestados no plantio de florestas nativas com exóticas é mais atraente no curto e médio prazos. Ele explica que, nos primeiros anos, os recursos são valiosos, mas conforme o produtor começa a cortar árvores para a venda, mesmo que de maneira sustentável, o valor dos serviços vai diminuindo. Por isso, deve ser visto com a função de financiar a transição de áreas rurais desmatadas em áreas recuperadas com florestas nativas.

Fonte: Terra

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Apoio do Ministério Publico ao I Encontro de Estudantes de Engenharia Florestal

O Ministério Público do Estado de Goiás confirma hoje dia 31 de junho de 2012 a disponibilidade de material didático que será ofertado no I Encontro de Estudantes de Engenharia Florestal da UEG-Ipameri. Esses materiais serão distribuídos ao público presente como também à escolas de ensino fundamental. Essas cartilhas didáticas retratam as queimadas que o Cerrado enfrenta rotineiramente e foram intituladas "Cadê o cerrado que estava aqui?"


Essa atitude reflete a preocupação/interesse do setor judiciário com a educação ambiental goiana na conservação do bioma Cerrado.


Aos responsáveis por essa atitude, o Centro Acadêmico de Engenharia Florestal (idealizadores do encontro) agradecem o apoio do Ministério Público, e se colocam a disposição em possíveis auxílios e/ou trabalhos futuros.


Nosso muito obrigado.

sábado, 26 de maio de 2012

Dilma faz 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal


A presidente Dilma Rousseff fez 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal, informaram nesta sexta-feira (25) os ministros da Advocacia Geral da União (AGU), do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
O objetivo dos cortes e mudanças no texto aprovado no Congresso, de acordo com o governo, é inviabilizar anistia a desmatadores, beneficiar o pequeno produtor e favorecer a preservação ambiental. Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso, que tem a prerrogativa de derrubá-los.
"O veto é parcial em respeito ao Congresso Nacional, à democracia e ao diálogo com a sociedade. Foi motivado, em alguns casos, pela segurança jurídica. Em outros, pela inconstitucionalidade" _ Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente
O prazo para sanção do texto, que trata sobre a preservação ambiental em propriedades rurais, vencia nesta sexta. Para suprir os vácuos jurídicos deixados com os vetos, a presidente Dilma Rousseff vai assinar uma medida provisória que será publicada na segunda-feira (28) no "Diário Oficial da União" juntamente com o Código Florestal, informou o ministro da AGU, Luís Inácio Adams.
"São 12 vetos, são 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco respondem a dispositivos novos incluídos e 13 são adequações ao conteúdo do projeto de lei. Uma medida provisória deverá ser publicada em conjunto com a publicação dos vetos na segunda-feira", afirmou Adams.
No Congresso, ministros de Dilma participaram das discussões para o texto aprovado no Senado. No entanto, o projeto foi modificado na Câmara em uma derrota imposta ao governo pela bancada ruralista.
Artigo vetado
Entre os artigos vetados está o que aborda a recuperação de matas em Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os locais vulneráveis, como beira de rios, topo de morros e encostas. O tema foi um dos mais polêmicos durante a discussão no Congresso.
O primeiro texto aprovado na Câmara previa redução dos atuais 30 metros para 15 metros de recuperação de mata para propriedades com rios de largura de até 10 metros, mas deixava a cargo dos estados a possibilidade do que poderia ser plantado em APPs. Depois, o Senado voltou a alterar para obrigar a recomposição em pequenas propriedades em até 20% da propriedade e estabeleceu recuperação de 30 metros e no máximo de 100 metros para propriedades maiores do que quatro módulos fiscais - o módulo varia entre estados de 20 a 440 hectares.
Quando o texto voltou à Câmara, o relator do projeto de reforma do Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), retirou os percentuais mínimos de recuperação das APPs e deixou a cargo dos estados a faixa de recomposição. Isso era interpretado como uma possível anistia a desmatadores, porque poderia liberar quem suprimiu vegetação de recuperar as matas. Em razão disso, o artigo foi vetado pela presidente Dilma.
Pela proposta nova do governo, voltam as faixas de recuperação, sendo que cada tamanho de propriedade terá uma faixa diferente. Para propriedades de até 1 módulo, serão 5 metros de recomposição, não ultrapassando 10% da propriedade. Para propriedades de um a dois módulos, a recomposição é de 8 metros, até 10% da propriedade. Os imóveis de dois a quatro módulos terão de recompor 15 metros, não ultrapassando 20% da propriedade. Acima de quatro módulos, a recuperação deve ser entre 30 metros e 100 metros.
"Os grandes têm grande extensão de propriedade e têm condição de recuperar todas as áreas de preservação permanente", destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, 65% do total de imóveis rurais no Brasil têm até 1 módulo fiscal e ocupam apenas 9% da área agrícola do país. As propriedades com mais de 10 módulos rurais, por sua vez, representam 4% do total de imóveis do país, e ocupam 63% do área produtiva agrícola.
"O Código não é dos ruralistas nem dos ambientalistas, é o código dos que têm bom senso" _ Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura
Motivos dos vetos
Izabella Teixeira destacou que a insegurança jurídica e a inconstitucionalidade levaram aos 12 vetos. Ela falou que o objetivo foi também "não anistiar o desmatador, preservar os pequenos e responsabilizar todos pela recuperação ambiental".
"O veto é parcial em respeito ao Congresso Nacional, à democracia e ao diálogo com a sociedade. Foi motivado, em alguns casos, pela segurança jurídica, em outros pela inconstitucionalidade."
"O Código não é dos ruralistas nem dos ambientalistas, é o código dos que têm bom senso", completou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro.
Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, "não vai haver anistia" com o novo Código Florestal.
"Estamos dizendo que não vai haver anistia para ninguém, todos terão que contribuir para a recomposição de áreas de preservação permanente que foram utilizadas ao longo dos anos, mas estamos dizendo que essa recomposição vai levar em consideração proporcionalmente o tamanho da propriedade. Estamos estabelecendo um princípio de justiça."
Votação difícil
O código, que está em discussão no Congresso desde 1999, já havia sidoaprovado pelos deputados em maio de 2011, em uma derrota do governo imposta pela bancada ruralista.
Em dezembro, o texto chegou ao Senado, onde passou por ajustes, com alterações que atendiam à pretensão governista. Por ter sido modificado pelos senadores, voltou à Câmara, onde, em abril, foi alterado de novo,  contrariando novamente o governo.
Ao lado de ministros e técnicos da área, Dilma vinha analisando o texto desde que chegou à Casa Civil, em 7 de maio. Somente neste mês, a presidente reuniu-se pelo menos dez vezes com a ministra do Meio Ambiente. No último final de semana, passou a tarde com os ministros Pepe Vargas, Mendes Ribeiro, Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Luiz Inácio Adams para discutir os vetos ao texto.
'Veta, Dilma'
Desde que foi aprovado no Congresso, o novo código vem gerando polêmica entre ambientalistas e ruralistas. Movimentos organizados por entidades de proteção ambiental, como o “Veta, Dilma” e o “Veta tudo, Dilma” se espalharam pelas redes sociais.
Personalidades como Fernanda Torres e Wagner Moura também se mobilizaram. No início do mês, a atriz Camila Pitanga chegou a quebrar o protocolo em um evento em que era a mestre de cerimônias - e do qual Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvaparticipavam -, para pedir: “Veta, Dilma”.
O cartunista Maurício de Souza divulgou esta semana em seu Twitter um quadrinho em que aparece o personagem Chico Bento dizendo: “Veta tudim, dona Dirma”.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

UEG oferece vagas para Pós-Graduação em Produção Vegetal


A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PrP) da Universidade Estadual de Goiás informa que estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Produção Vegetal, em Nível de Mestrado, para as áreas de Ciências Agrárias e afins, que é oferecido pela Instituição na Unidade Universitária da UEG de Ipameri.

Os interessados poderão fazer suas inscrições de duas maneiras: na própria secretaria da Unidade até o próximo dia 30 de maio, das 7 às 11 horas e das 13 às 17 horas; ou pelos Correios até a próxima sexta-feira, dia 25 de maio. Neste caso, as inscrições deverão chegar à UnU Ipameri até o prazo limite de inscrição que é o dia 30 de maio. 

Podem se inscrever candidatos portadores de diplomas de nível superior ou que estejam concluindo curso superior em Agronomia, Engenharia Florestal e áreas afins. Os candidatos inscritos serão selecionados por meio de provas de língua inglesa e de conhecimentos específicos no próximo dia 11 de junho.

No ato da inscrição, diretamente junto à coordenação do Curso, realizada pelo candidato ou por procurador legalmente constituído, deverão ser entregues cópias dos seguintes documentos acompanhados dos respectivos originais: Comprovante de depósito da taxa de inscrição; formulário de inscrição devidamente preenchido e assinado;  uma cópia do diploma ou declaração de conclusão do curso de Graduação ou declaração de possível formando até a data da matrícula na UEG; uma cópia do histórico escolar do curso de Graduação; Curriculum vitae modelo lattes disponível no site do CNPq 
www.cnpq.br.

Maiores informações sobre o curso podem ser obtidas diretamente junto à Secretaria de Pós-Graduação da Unidade Universitária da UEG de Ipameri pelo telefone (064) 3491-5219 ou pelo e-mail: 
ppgpv.ipameri@gmail.com ou ainda pelo www.ipameri.ueg.br. 

sábado, 19 de maio de 2012

Redação Final do Código Florestal - Deputado Paulo Piau

Leiam o relatório, e vejam os absurdo que estão sendo propostos como alterações.
Nós perderemos muito com tais modificações.

Um basta nessa política.

Veta Dilma, e Veta Tudo.


http://www.paulopiau.com.br/files/RedacaoFinalCodigoFlorestal.pdf